Dicas para atrapalhar a melhor das equipas 😬🚫

Dicas para atrapalhar a melhor das equipas 😬🚫
 

A expressão “Aqui há gato” significa que algo está fora de contexto. E nas empresas, muitas vezes o “gato” pode estar na liderança. A nível de liderança, no final tem uma ferramenta muito útil para ajudar a ser a melhor versão de si.

Todos queremos ser bons gestores, inspirar confiança e ter equipas alinhadas e motivadas. Mas, na prática, são pequenos comportamentos do dia a dia que fazem toda a diferença, para melhor… ou para pior. Aqui estão alguns sinais de que pode estar, sem querer, a atrapalhar a sua equipa e o que pode começar a fazer já para corrigir.


CENTRALIZAR AS DECISÕES E ATIVIDADES 📊👨‍💼

Se tudo passa por si, a equipa deixa de decidir, de arriscar e até de pensar. Resultado: dependência total e zero autonomia.

 

O que fazer na prática:

  • Delegue uma tarefa por dia (ou pelo menos 3 por semana) a alguém da equipa, com contexto e autonomia para decidir.
  • Crie uma regra simples: decisões até X valor/impacto não precisam da sua aprovação.
  • Construa uma matriz simples de decisões (quais cabem só a si, quais podem ser tomadas pela equipa, quais exigem apenas a sua validação final).
  • Defina claramente o resultado esperado, mas não o “como”.
  • Reuniões 1:1 quinzenais focadas em desbloqueio, não em controlo.
  • Ferramentas úteis testadas: matriz RACI (em Notion ou numa folha de cálculo), Use GTD (Getting Things Done) para gestão de tarefas.
  • Use apps como Trello, Asana ou Notion para dar visibilidade às tarefas sem precisar de intervir. Todas fáceis de usar e aprender.

 

GERIR DE FORMA DESORGANIZADA 🤹‍♂️🌀

Se delegar tarefas sem clareza, cria confusão e frustração. Uma delegação desorganizada leva a um ativismo performativo, onde todos parecem ocupados, mas nada é concretizado.

 

O que fazer na prática:

  • Comece o dia com uma lista de 3 prioridades (para si e, idealmente, para a equipa).
  • Crie uma lista semanal de prioridades, apenas com o que é importante (não o urgente, secundário).
  • Regra prática que usamos: nenhuma tarefa entra em execução sem prazo e responsável visíveis.
  • Defina um modelo de briefing para cada tarefa delegada (objetivo, prazo, critério de "feito", responsável, recursos).
  • Experimente métodos simples como Kanban (To Do / Doing / Done) ou o clássico GTD (Getting Things Done). Evite WhatsApp, memória.
  • Adote um sistema visual de gestão de tarefas partilhado por toda a equipa: Trello, Notion, Asana ou ClickUp são pontos de partida sólidos.

 

NÃO ASSUMIR OS SEUS PRÓPRIOS ERROS ❌😰

A insegurança e a falta de coragem para assumir erros próprios criam uma equipa incapaz de assumir responsabilidades. Liderar pelo exemplo é crucial.

 

O que fazer na prática:

  • Sempre que cometer um erro, diga-o explicitamente à empresa e explique o que aprendeu.
  • Introduza retrospetivas mensais (inspiradas nas equipas ágeis), onde se discute o que correu bem, o que correu mal e o que se vai mudar; e seja o primeiro a apontar um erro seu.
  • Crie momentos regulares de evolução “o que podemos melhorar no processo?”.
  • Dê o exemplo: vulnerabilidade controlada gera confiança real.
  • Ferramentas úteis: formulários anónimos (Google Forms, Typeform) para feedback trimestral.

 

NÃO TER METAS DEFINIDAS 🎯💥

Não pôr no papel os objetivos ou esperar resultados impossíveis cria uma cultura de falhanço. Estabeleça metas (alcançáveis) para manter a motivação e o foco. “Se não sabes para onde vais, qualquer caminho serve”.

 

O que fazer na prática:

  • Defina 3 a 5 objetivos claros por trimestre (não mais do que isso).
  • Torne os objetivos visíveis: um quadro físico no escritório ou um dashboard em Notion ou Google Sheets que toda a empresa consulte.
  • Cada colaborador deve saber, sem hesitar, quais são os seus (três) objetivos do trimestre.
  • Transforme objetivos genéricos em objetivos mensuráveis. Em vez de “melhorar vendas”, escreva “aumentar orçamentos enviados em 20%”.
  • Associe cada meta a um responsável, uma data e um indicador simples.
  • Use frameworks simples como OKR (Objetivos + Resultados-Chave) ou SMART. Controlo de dados (dashboards) em Power BI.

 

 

MUDAR O TABULEIRO: DE ATRAPALHAR A LIDERAR

Os quatro hábitos descritos acima têm uma raiz comum: o líder que os pratica raramente se vê a praticá-los.

Por isso que construímos a Matriz de Perfil Estratégico DISC, uma ferramenta interativa e gratuita que devolve, em poucos minutos, o seu perfil de liderança real: como decide, como comunica, como reage sob pressão, e onde está o seu próximo passo de evolução. Quer descobrir qual é o seu perfil de liderança?

 

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